16ª Convenção Mundial Suzuki

Já falei aqui do Método Suzuki. Um dos aspectos positivos dele é que em todo o mundo o repertório trabalhado é o mesmo. Desta forma, se alguém muda de cidade ou de país e encontra em sua nova cidade um professor que segue este método, pode continuar seus estudos sem traumas. Esse repertório único também tem outra vantagem: se você junta alunos Suzuki de diferentes lugares, pode fazê-los tocar juntos, pois todos saberão o mesmo conjunto de músicas.

O Método Suzuki para violinos é composto de 10 livros, que são acompanhados por gravações oficiais dessas músicas, para que os alunos possam se familiarizar com elas. O primeiro deles tem 17 músicas, os demais possuem menos músicas, mas elas são maiores e mais complexas.

16a Convenção Mundial SuzukiPeriodicamente existem encontros Suzuki, que por aqui são chamados “retiros” (sei ao menos que existem em Londrina/PR, São Paulo/SP e Brasília/DF), onde os alunos tem uma verdadeira imersão de alguns dias (em Brasília são 2). Também existem encontros internacionais, incluindo uma Convenção Mundial Suzuki, cuja 16ª edição aconteceu no Japão, de 27 a 31/03/2013. Para se ter uma ideia do que esse encontro representa, seguem abaixo dois vídeos de apresentações no concerto final da convenção. São dezenas (acho que centenas) de crianças tocando juntas as músicas do repertório. Interessante observar que eles não estão lendo partituras, estão tocando de memória, que é outra característica do método.

O primeiro vídeo é de uma música razoavelmente simples, chamada Canção do Vento, que é a 3ª música do Livro 1 do método:

O segundo vídeo é do Minueto 2, de J. S. Bach, que é a 14ª música do Livro 1 do método:

Se é emocionante ver centenas de crianças tocando juntas violino, de memória, uma música de Bach, imagine a emoção que cada uma daquelas crianças deve estar sentindo. Estes acima são vídeos dos pais, feitos com celulares a partir das arquibancadas. A Convenção também tem um canal oficial do YouTube. Não peguei vídeos de lá pois os títulos são em japonês, mas quem tiver curiosidade, segue o link:

http://www.youtube.com/user/16thSuzukiConvention/videos

O site da convenção, em inglês, pode ser encontrado no seguinte endereço:

http://16thwc.suzukimethod.or.jp/en/

Sobre o Método Suzuki

Vou falar aqui bem pouquinho do método que estamos apostando para iniciarmos o estudo do violino, o Suzuki.

National Suzuki Violin Concert

National Suzuki Violin Concert (Photo credit: usedcarspecialist)

Criado por Shinichi Suzuki (1898-1998) no Japão em 1945, logo após o fim da Segunda Guerra Mundial, se baseia no método de aprendizado da língua materna da criança. Suzuki acreditava que o talento não é inato, mas aprendido do meio onde a criança está inserida. Por isso, no aprendizado da música, busca-se criar um ambiente propício a este aprendizado, inclusive com a fundamental participação da família.

Há toda uma filosofia por trás do método, onde não só é buscado o aprendizado da música, mas também a formação de bons cidadãos. O método também recebe o nome de Talent Education e há até um centro de pesquisa dedicado a ele no Japão, o Talent Education Research Institute.

Existem Associações Suzuki que mantém o método atualizado, organizam encontros, credenciam professores, tanto a nível de país quanto de continente. Mundialmente, a International Suzuki Association coordena os trabalhos de manutenção do Método Suzuki.

Alguns professores pegam os livros do método e ensinam seguindo as partituras e os áudios que acompanham os livros, porém não seguindo a metodologia de ensino criada por Suzuki, o que faz com que não sejam verdadeiros “Professores Suzuki”. É importante pesquisar, inclusive junto às Associações nacionais e internacionais se o professor escolhido é credenciado para ensinar de acordo com o método.

Nossa família está “embarcando nessa aventura”, onde queremos não só que as meninas aprendam violino, mas nós pais queremos acompanhar este aprendizado, indo junto com elas e aprendendo também, desta forma apoiando elas e ajudando para que elas cheguem mais longe neste estudo. Quem sabe no futuro não podemos ter nosso próprio “quarteto de violinos”?

Referências adicionais: