Aplicativos para afinar usando o celular

Tuner - gStrings Free

Tela do aplicativo ‘Tuner – gStrings Free’

Existem diversas formas de afinar um violino. O método mais tradicional, usado pelos músicos em geral, consiste em obter a afinação de uma das cordas através de alguma fonte (como um diapasão, ou outro instrumento já afinado, por exemplo) e afinar as demais cordas relativas a esta primeira, “de ouvido”.

Outro método é o uso de aparelhos, criados especialmente para esta tarefa, chamados de “afinadores”. Este afinadores pode ter entrada para um cabo vindo diretamente de um instrumento elétrico, permitindo afinação mesmo em ambientes barulhentos, ou ter um microfone, permitindo afinação de instrumentos acústicos. Estes aparelhos podem mostrar apenas se o tom tocado é um dos reconhecidos pelo aparelho, como por exemplo, os tons do violino ou de uma guitarra elétrica, ou mostrar qual nota está sendo tocada. Estes últimos são chamados de afinadores cromáticos, pois mostram toda a escala cromática, podendo ser usados para afinar qualquer instrumento.

Mais recentemente, com a chegada dos smartphones, surgiram aplicativos que se propõem a fazer o mesmo que os aparelhos, utilizando o microfone do celular para obter o som do instrumento. O objetivo deste artigo não é fazer uma grande lista de aplicativos. Apenas informar esta possibilidade e listar algumas poucas opções, mas certamente fazendo algumas buscas na Internet podem ser encontrados muitos outros aplicativos, tanto gratuitos quanto pagos.

Para aparelhos com sistema operacional Android, sugiro este aqui:

Tuner – gStrings Free
https://play.google.com/store/apps/details?id=org.cohortor.gstrings&hl=pt-BR

Para aparelhos iPhone ou iPad também há aplicativos disponíveis. Neste caso, como não tenho um iPhone, não testei nenhum, estou me baseando nas notas que os usuários deles deram ao aplicativo e encontrei este gratuito:

Pano Tuner
https://itunes.apple.com/us/app/free-chromatic-tuner-pano/id449780743?mt=8

Como uma informação adicional, alguns destes afinadores permitem que se defina uma frequência diferente do padrão para afinação. No caso de uma orquestra, por exemplo, isso pode ser previamente combinado. Geralmente a nota lá (A) corresponde à frequência de 440Hz, mas já vi sendo usado por exemplo 442Hz. Outra característica encontrada neles é permitir tocar um tom específico, para que se faça a afinação por aquele primeiro método que citei.

Foquei aqui nos afinadores para celulares, por serem em geral mais práticos, porém também existem diversos programas para afinar instrumentos no computador também, seja com sistema Windows, Linux ou um Mac. O requisito neste caso é que o computador tenha placa de som e microfone.

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Jogo para aprender a ler partituras no violino

No site Fiddlerman tem um jogo, onde a cada nota que aparece na partitura em baixo o jogador deve indicar qual a posição do dedo na corda corresponde àquela nota. Interessante é que na opção Scales é possível ver a correspondência e estudar antes de jogar: ao apontar para a nota na partitura, a nota no braço do violino é destacada, e dá para fazer isso com várias escalas diferentes:jogo-violino-fiddlerman

Para acessar o jogo, o endereço é este (ou clique na imagem acima):

http://fiddlerman.com/fiddle-learning-tools/violin-fingering-game/

Sobre o Método Suzuki

Vou falar aqui bem pouquinho do método que estamos apostando para iniciarmos o estudo do violino, o Suzuki.

National Suzuki Violin Concert

National Suzuki Violin Concert (Photo credit: usedcarspecialist)

Criado por Shinichi Suzuki (1898-1998) no Japão em 1945, logo após o fim da Segunda Guerra Mundial, se baseia no método de aprendizado da língua materna da criança. Suzuki acreditava que o talento não é inato, mas aprendido do meio onde a criança está inserida. Por isso, no aprendizado da música, busca-se criar um ambiente propício a este aprendizado, inclusive com a fundamental participação da família.

Há toda uma filosofia por trás do método, onde não só é buscado o aprendizado da música, mas também a formação de bons cidadãos. O método também recebe o nome de Talent Education e há até um centro de pesquisa dedicado a ele no Japão, o Talent Education Research Institute.

Existem Associações Suzuki que mantém o método atualizado, organizam encontros, credenciam professores, tanto a nível de país quanto de continente. Mundialmente, a International Suzuki Association coordena os trabalhos de manutenção do Método Suzuki.

Alguns professores pegam os livros do método e ensinam seguindo as partituras e os áudios que acompanham os livros, porém não seguindo a metodologia de ensino criada por Suzuki, o que faz com que não sejam verdadeiros “Professores Suzuki”. É importante pesquisar, inclusive junto às Associações nacionais e internacionais se o professor escolhido é credenciado para ensinar de acordo com o método.

Nossa família está “embarcando nessa aventura”, onde queremos não só que as meninas aprendam violino, mas nós pais queremos acompanhar este aprendizado, indo junto com elas e aprendendo também, desta forma apoiando elas e ajudando para que elas cheguem mais longe neste estudo. Quem sabe no futuro não podemos ter nosso próprio “quarteto de violinos”?

Referências adicionais: