Violinos elétricos

Assim como temos a guitarra elétrica e o violão, o contrabaixo elétrico e o acústico, também há o violino “normal” (geralmente é só “violino”) e o elétrico. Como nos outros casos, o violino elétrico usa captadores eletrônicos para capturar as vibrações das cordas e produzir o som, o que dá a ele muita liberdade de formato e material de que é feito, já que não precisam ter caixa acústica, como pode ser visto nesta imagem:

Violinos elétricos

Eu pessoalmente prefiro a sonoridade do acústico, especialmente quando, aproveitando ser um instrumento elétrico, fazem uso de pedais de distorção, como nas guitarras. Algumas músicas, se você não assistir o vídeo, mal dá para dizer se é um violino ou uma guitarra. Veja por exemplo esta música da Caitlin De Ville:

Não me entenda mal, o resultado é bom. Eu só não acho muito “violinístico”.

Mas tenho que reconhecer que como tudo na vida, é possível sim tirar sons interessantes e diferentes de um violino elétrico, como esta apresentação da Plummy Lettice no Britain Got Talent (caso queira pular o papo introdutório, a música começa em 1min57s):

E até a Lindsey Stirling tem alguns vídeos usando violinos elétricos, como um dos últimos, em que ela faz um duelo de faroeste contra bandidos que usam guitarra:

Veja aí e forme sua opinião sobre essa alternativa aos violinistas.

Vídeo ‘Avicii ft Aloe Blacc – Wake Me Up’ do Ashanti Floyd

Depois de um tempo sem publicar nada aqui no blog, parte por falta de tempo e parte por não ter encontrado nada realmente novo que valesse a pena, recebi esse vídeo através do Facebook e adorei!

A música é muito boa e certamente isso influenciou, mas também gostei da forma que ele colocou a linha de violino dele sobre a música original (sem o vocal), um pouco diferente dos outros violinistas que já postei aqui.

Ele é o Ashanti Floyd, que se auto intitula “The Mad Violinist” (o violinista louco) e ele tem uma página no Facebook e um canal no YouTube, recheado de vídeos de cover.

Aplicativos para afinar usando o celular

Tuner - gStrings Free

Tela do aplicativo ‘Tuner – gStrings Free’

Existem diversas formas de afinar um violino. O método mais tradicional, usado pelos músicos em geral, consiste em obter a afinação de uma das cordas através de alguma fonte (como um diapasão, ou outro instrumento já afinado, por exemplo) e afinar as demais cordas relativas a esta primeira, “de ouvido”.

Outro método é o uso de aparelhos, criados especialmente para esta tarefa, chamados de “afinadores”. Este afinadores pode ter entrada para um cabo vindo diretamente de um instrumento elétrico, permitindo afinação mesmo em ambientes barulhentos, ou ter um microfone, permitindo afinação de instrumentos acústicos. Estes aparelhos podem mostrar apenas se o tom tocado é um dos reconhecidos pelo aparelho, como por exemplo, os tons do violino ou de uma guitarra elétrica, ou mostrar qual nota está sendo tocada. Estes últimos são chamados de afinadores cromáticos, pois mostram toda a escala cromática, podendo ser usados para afinar qualquer instrumento.

Mais recentemente, com a chegada dos smartphones, surgiram aplicativos que se propõem a fazer o mesmo que os aparelhos, utilizando o microfone do celular para obter o som do instrumento. O objetivo deste artigo não é fazer uma grande lista de aplicativos. Apenas informar esta possibilidade e listar algumas poucas opções, mas certamente fazendo algumas buscas na Internet podem ser encontrados muitos outros aplicativos, tanto gratuitos quanto pagos.

Para aparelhos com sistema operacional Android, sugiro este aqui:

Tuner – gStrings Free
https://play.google.com/store/apps/details?id=org.cohortor.gstrings&hl=pt-BR

Para aparelhos iPhone ou iPad também há aplicativos disponíveis. Neste caso, como não tenho um iPhone, não testei nenhum, estou me baseando nas notas que os usuários deles deram ao aplicativo e encontrei este gratuito:

Pano Tuner
https://itunes.apple.com/us/app/free-chromatic-tuner-pano/id449780743?mt=8

Como uma informação adicional, alguns destes afinadores permitem que se defina uma frequência diferente do padrão para afinação. No caso de uma orquestra, por exemplo, isso pode ser previamente combinado. Geralmente a nota lá (A) corresponde à frequência de 440Hz, mas já vi sendo usado por exemplo 442Hz. Outra característica encontrada neles é permitir tocar um tom específico, para que se faça a afinação por aquele primeiro método que citei.

Foquei aqui nos afinadores para celulares, por serem em geral mais práticos, porém também existem diversos programas para afinar instrumentos no computador também, seja com sistema Windows, Linux ou um Mac. O requisito neste caso é que o computador tenha placa de som e microfone.

Projeto Reciclando Sons

Nessa postagem vou falar de um projeto que não tem a ver somente com violinos. Tem a ver com pessoas, com voluntariado, com mudança de vidas, com um sopro de esperança a quem tem muito pouca, com um fantástico projeto social, com música, tanto clássica quanto popular e, além disso tudo, também tem a ver com violinos (e violas, e violoncelos…).

Mudando de canal na TV hoje procurando o que assistir, passei por um onde haviam algumas pessoas com violinos na mão. Como não poderia deixar de ser, parei e fui ver do que se tratava. Era a TV Câmara (se não estou enganado) e a matéria era sobre um projeto chamado Reciclando Sons, que fica na Cidade Estrutural, no Distrito Federal. A Cidade Estrutural fica próxima ao aterro sanitário do DF e muitos moradores de lá são catadores de lixo ou seus parentes. Neste cenário de pobreza foi criado o projeto, que busca através da música, mudar a vida e as perspectivas de futuro das crianças e jovens que moram lá.

Entre os vídeos disponíveis no canal deles (já no menu lateral), tem um que quero destacar, com uma produção fantástica e com uma música que eu pessoalmente adoro: Admirável Gado Novo, do Zé Ramalho.

Se você quer conhecer mais do projeto, este outro vídeo tem as informações da história dele e mostra histórias de vida que já foram mudadas desde 2001, quando o projeto foi criado pela maestrina Rejane Pacheco:

O site deles é este: http://rejanepacheco.blogspot.com.br/

Eles também estão no Facebook: https://www.facebook.com/reciclandosons

16ª Convenção Mundial Suzuki

Já falei aqui do Método Suzuki. Um dos aspectos positivos dele é que em todo o mundo o repertório trabalhado é o mesmo. Desta forma, se alguém muda de cidade ou de país e encontra em sua nova cidade um professor que segue este método, pode continuar seus estudos sem traumas. Esse repertório único também tem outra vantagem: se você junta alunos Suzuki de diferentes lugares, pode fazê-los tocar juntos, pois todos saberão o mesmo conjunto de músicas.

O Método Suzuki para violinos é composto de 10 livros, que são acompanhados por gravações oficiais dessas músicas, para que os alunos possam se familiarizar com elas. O primeiro deles tem 17 músicas, os demais possuem menos músicas, mas elas são maiores e mais complexas.

16a Convenção Mundial SuzukiPeriodicamente existem encontros Suzuki, que por aqui são chamados “retiros” (sei ao menos que existem em Londrina/PR, São Paulo/SP e Brasília/DF), onde os alunos tem uma verdadeira imersão de alguns dias (em Brasília são 2). Também existem encontros internacionais, incluindo uma Convenção Mundial Suzuki, cuja 16ª edição aconteceu no Japão, de 27 a 31/03/2013. Para se ter uma ideia do que esse encontro representa, seguem abaixo dois vídeos de apresentações no concerto final da convenção. São dezenas (acho que centenas) de crianças tocando juntas as músicas do repertório. Interessante observar que eles não estão lendo partituras, estão tocando de memória, que é outra característica do método.

O primeiro vídeo é de uma música razoavelmente simples, chamada Canção do Vento, que é a 3ª música do Livro 1 do método:

O segundo vídeo é do Minueto 2, de J. S. Bach, que é a 14ª música do Livro 1 do método:

Se é emocionante ver centenas de crianças tocando juntas violino, de memória, uma música de Bach, imagine a emoção que cada uma daquelas crianças deve estar sentindo. Estes acima são vídeos dos pais, feitos com celulares a partir das arquibancadas. A Convenção também tem um canal oficial do YouTube. Não peguei vídeos de lá pois os títulos são em japonês, mas quem tiver curiosidade, segue o link:

http://www.youtube.com/user/16thSuzukiConvention/videos

O site da convenção, em inglês, pode ser encontrado no seguinte endereço:

http://16thwc.suzukimethod.or.jp/en/

Vídeo ‘Triumph’ do Black Violin

Esse vídeo do Black Violin, além de trazer uma música muito boa, tem uma mensagem fantástica desse grupo que trabalha para, através da música, oferecer oportunidades para jovens da periferia. Entre cenas deles tocando em um show e dando aula em uma escola, mostra um garoto com problemas em casa e que resiste a se envolver com os traficantes de seu bairro. No final do vídeo ele ainda dá uma explicação para o nome da música: “um triunfo da criatividade sobre a adversidade”. Merece ser visto!